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Como tratar diferentes tipos de unhas danificadas ?

Como profissional, é inevitável deparares-te com clientes cujas unhas estão danificadas. O erro é tratar todas da mesma forma — ou pior, avançar sem diagnóstico.
17 de junho de 2024 por
Como tratar diferentes tipos de unhas danificadas ?
Tania R

Cada tipo de dano tem uma origem diferente, sinais específicos e um protocolo de abordagem próprio. Neste artigo guio-te pelos 4 tipos mais comuns e o que fazer em cada caso.

⚠️ Regra de ouro : quando tens dúvida sobre a origem do dano, pergunta à cliente antes de tocar. E quando o dano é severo ou doloroso, a resposta certa é esperar — não aplicar.

Passo 0 : o diagnóstico é sempre primeiro

Antes de qualquer protocolo, é preciso identificar corretamente o tipo de dano. Olha para a placa — mas também pergunta. A história da cliente é parte do diagnóstico.

  • Qual o histórico de produtos e técnicas usadas ?
  • Há dor, ardência ou desconforto ?
  • Quando começou o dano ?
  • Há história de problemas de saúde ou toma de medicação ?

Uma profissional que faz estas perguntas antes de tocar nas unhas transmite imediatamente competência e cuidado. É o primeiro sinal de qualidade profissional.

Os 4 tipos de unhas danificadas : como identificar e o que fazer

Tipo 1 : Danificadas por má preparação

Sinais : espessura anormal, vermelhidão périungueal, textura macia ou esponjosa na placa.

Protocolo : Manusear com extremo cuidado. Evitar qualquer pressão ou abrasão excessiva. Não aplicar produtos que agravem a irritação. Deixar recuperar antes de qualquer nova aplicação.

⚠️ Se há vermelhidão ou dor, não apliques nada. Encaminha para médico se os sintomas persistirem. É importante também conhecer os riscos do corte das cutículas — além de dor e inflamação, o corte pode causar infeções e comprometer permanentemente a saúde da unha.

Tipo 2 : Danificadas por aplicação incorreta

Sinais : estrias na placa, descolamento induzido, fios finos, moles e quebradiços.

Protocolo :  Avalia a gravidade. Se as unhas estão muito finas e moles: encurta o comprimento natural, reforça com rubber base ou gel flexível. Nunca aplicar material rígido em unhas já fragilizadas. O objetivo é proteger enquanto a placa regenera. Também é essencial compreender a importância de uma remoção correta — retirar produtos artificiais de forma inadequada pode agravar a fragilidade, causar descolamento e atrasar a recuperação.

⚠️ Estrias profundas ou descolamento até ao leito ungueal requerem descanso total — não aplicação de material artificial.

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Tipo 3 : Danificadas por manuseamento mecânico (broca)

Sinais : cavidades na placa, zonas encovadas, por vezes dolorosas ao toque. Causadas frequentemente pelo uso incorreto da broca elétrica.

Protocolo : Se a zona estiver dolorosa : espera. Não apliques nada enquanto há dor. Se não for dolorosa : podes aplicar um reforço flexível para preencher as irregularidades, alisar a superfície e proteger enquanto a área oca cresce de novo.

⚠️ Cavidades causadas pela broca são danos permanentes naquela zona da placa. A nova placa saudável crescerá da matriz — o que já existe não se regenera.

Tipo 4 : Danificadas por problemas de saúde

Sinais : mudança progressiva de textura e cor, deterioração gradual sem causa técnica óbvia.

Protocolo : Pergunta sempre à cliente sobre o estado geral de saúde e medicação. Se houver suspeita de causa médica, encaminha para dermatologista. Não tentes tratar o que está fora do teu âmbito. Se aplicares, faz com extremo cuidado e apenas produtos muito suaves.

⚠️ Nunca diagnostiques problemas médicos. O teu papel é reconhecer o que não é de origem estética — e encaminhar.

O princípio comum a todos os casos

Independentemente do tipo de dano, há um princípio que nunca muda : primeiro a saúde, depois a estética.

Uma cliente com unhas danificadas que sai do teu salão com unhas mais saudáveis — mesmo que menos bonitas do que esperava — é uma cliente que confia em ti. E essa confiança fideliza mais do que qualquer nail art perfeito aplicado sobre uma placa comprometida.

Na Suíça : saber quando não fazer é uma competência

Nos salões suíços, recusar um serviço por razões de saúde da cliente é um ato de profissionalismo, não de incompetência. Uma profissional que sabe explicar à cliente — em francês, com clareza e gentileza — porque não vai aplicar hoje e o que recomenda em vez disso, constrói uma reputação sólida muito rapidamente.

O mercado suíço valoriza a ética profissional tanto quanto a técnica. São duas faces da mesma moeda.

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Beijinhos grandes,

Tania R.